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Mensagem de D. Stephen Lee, Bispo de Macau à população de Macau


Mensagem de D. Stephen Lee, Bispo de Macau à população de Macau

24 de agosto de 2017 (Festa de S. Bartolomeu)

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo!

 

Na quarta-feira passada (23 de Agosto), experimentamos um dos mais severos tufões a atingir Macau nos últimos anos e ainda estamos a contabilizar os enormes danos e as consequências causadas nas diferentes partes da cidade.

 

Em nome da família diocesana católica de Macau, quero manifestar a minha proximidade com todos os que foram afectados pelo tufão «Hato». O meu coração vai para aqueles que perderam as suas preciosas vidas e aqueles que ficaram feridos devido às inundações ou à queda de objectos; sinto-me próximo daqueles cujas casas, lojas ou empresas foram inundadas pela água ou afectadas pela queda de árvores, daquelas pessoas que perderam bens pessoais e, em geral, solidarizo-me com todos aqueles ainda apreensivos com as incertezas do futuro.

 

Além disso, sinto-me preocupado com as condições de muitas escolas que estão prestes a abrir as suas portas para o novo ano académico no início de Setembro. Muitas das suas caves e rés-do-chão ficaram imersos em água, com muitas instalações destruídas, incluindo muitos documentos e livros. Sinto a ansiedade dos diretores e professores em pânico contabilizando os danos causados. Também estou preocupado com os graves problemas de higiene e transtorno devido à falta de eletricidade e água nestes dias, especialmente para os idosos que vivem sozinhos e pessoas com doenças crónicas.

 

Nestes dias, vemos não só trabalhadores municipais que limpam os destroços nas ruas, como também testemunhamos a presença de muitos voluntários em todas as partes da cidade limpando os seus bairros, donos de lojas que oferecem comida e água às pessoas, catering aos idosos que vivem sozinhos - estes são os nossos cidadãos de Macau que realizam obras de misericórdia com compaixão e corações generosos.

 

Convido todos os cidadãos de Macau, especialmente os crentes em Cristo, juntamente com pessoas de todas os credos e de boa vontade, para nos unirmos em oração pelos falecidos e feridos, pelas suas famílias e também pelos inúmeros bombeiros, polícias, pessoal médico e os trabalhadores que reparam as condutas de água e instalações elétricas e aqueles que limpam as nossas ruas. Juntos, colaboremos de forma activa e construtiva com as agências governamentais e as várias organizações de voluntários e de caridade para restaurar e normalizar a vida da cidade o mais rápido possível.

 

Quanto ao sector educacional, as nossas escolas diocesanas já estão em negociações com o Governo para uma moratória ao início do ano lectivo, de modo a permitir mais tempo para que as escolas limpem os destroços causados pelo tufão.

 

Esta não é hora para lamentações, para responsabilizar pessoas, ou queixar-se dos incomodos... Em vez disso, este é um momento para mostrar a nossa solidariedade e nos comprometermos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance durante esse processo de recuperação. É hora da sociedade de Macau aproveitar os seus verdadeiros potenciais de desenvolvimento – os seus cidadãos comprometidos, em parceria com todos os departamentos governamentais, trabalhando para uma revisão efetiva e realista na implementação das políticas de gestão de crises.

 

Confiamos ao Senhor Jesus todos os que sofreram e aqueles que ainda sofrem. Acreditamos firmemente na providência de Deus que nos envolve, o nosso Deus que está partilhando o sofrimento de tantos neste momento. Oferecemos a nossa amizade e apoio a todos os afectados pelo tufão e pelas inundações, e a todos os que com generosidade trabalham para a reabilitação de Macau. Rezo para que o Espírito consolador de Deus os sustente nesta hora de prova e os encha com a esperança na reconstrução dos seus sonhos.

Que Deus a todos abençoe e guarde.

Sinceramente, em Cristo,

 

 

+ Stephen LEE

Bispo de Macau

 




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